sexta-feira, 10 de setembro de 2010


FRAGMENTO ²

Ela ainda estava suspirando naquela noite fria com
A mesma expressão pesadora que sempre carregara
Mas seus olhos apesar de abertos estavam mortos,
Vagava sobre o véu da escuridão sempre entrelaçando
Os dedos, seus cabelos relutavam contra a forte brisa.
Seu rosto perdeu toda a expressão, a lua parece uma,
Uma lanterna sobre as grandes montanhas que formam
Um cenário aterrorizante a sua volta.
Sua boca sempre diz algo, mas ninguém consegue ouvir,
Qualquer um que lance um olhar  fixo sobre ela
Saberá que o amor a destruiu! Sua presença causa
Calafrios, realmente ela se tornou algo que não se pode,
Segurar ou sentir.
Sua pele tão branca como neve congelada pela dor de
Suas lembranças “Ele ainda esta vivo dentro dela”
Não há mais sorrisos, nem abraços muito menos algum,
Traço de felicidade, toda noite enquanto olha para o céu,
Tentando conter as lagrimas que insistentemente caiam
Sobre seus pés descalços, sua dor era amenizada quando,
Seus dedos frios encontravam com sua caneta que parecia
Surgir do nada. No papel não colocava palavras e sim pedaços
Mortos de um passado, o silencio é quebrado com o canto,
De um pequeno rouxinol que se encontrava bem próximo a ela
Seu coração quase não se ouve o pulsar, mas ele era relutante,
E lutava pra viver como se houvesse algo em que ela ainda
Acreditasse.
Um aroma familiar percorre por todo seu corpo ate chegar a
Seu subconsciente, o aroma misturado com perfume de rosas,
Trouxe-lhe lembranças que arrancaram friamente lagrimas
De seus olhos, enquanto o passado estava passando a sua frente,
Fazendo com que a dor aumentasse em seu peito ela caminhava
Guiada pelo perfume Rumo ao desconhecido algo se tinha,
Mas nada se via seu olhar procurava incessantemente por
Algum fragmento de sua existência. Quando se deparou em
Frente a um canteiro de rosas e havia algo em meio a elas,
Sentiu então pela primeira vez naquela noite seu coração pulsar
Como nunca pulsara antes, as lembranças se foram agora era algoReal. 
Enquanto seus pés descalços pisavam sobre a grama molhada
Pela aurora da madrugada, a brisa se aquietou e agora parecia que,
Gentilmente, arrumava seus cabelos à lua foi cumplice de um amor
Não vivido, mas não esquecido. “ela sabia oque lhe aguardava”
Naquela rocha em meio a rosas ela avistou com lagrimas
Nos olhos o corpo já sem vida daquele que tanto desejava.
Ela se deitou ao seu lado e então tocou seus lábios e sentiu
Seu cheiro pela ultima vez, seus olhos dessa vez realmente,
Estavam mortos e um sorriso surgiu.
 Finalmente sentiu Aquietar seu coração.               BY: Máah

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